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21 outubro 2014

20 outubro 2014

DEVE SER ESMAGADORA A VITÓRIA DE AÉCIO EM PERNAMBUCO (UOL)


E NAQUELA CIDADE AMERICANA...LOGO NA ENTRADA...

Nossos cidadãos têm porte de arma
Se você matar alguém, 
 nós mataremos você!
Nós temos "0" (zero) cadeias 
e 513 cemitérios.
Aproveite sua estadia!

FERNANDO CALAZANS (O GLOBO)


COLUNA DE ANCELMO GOIS.... (O GLOBO)


UM RETRATO DO LULA / RICARDO NOBLAT (O GLOBO)


PARA OS FREQUENTADORES DA CASA... (ESTADÃO)

...ESTE COLÍRIO, QUE É A MEL LISBOA,
ATUALMENTE FAZENDO O PAPEL
DA NOSSA RITA LEE...

CARTAS DE LEITORES ESTADÃO (20/10)


ACERTANDO UMA PEDRA NO TELHADO DA VIZINHA... (ESTADÃO)


ESTA SENSITIVA MARTHA MEDEIROS


HISTÓRIAS DE AMOR - Martha Medeiros

Você vive um amor ou uma história de amor?

Tem diferença, sim. Um amor é a realização plena de um sentimento recíproco. Passa por alguns ajustes, negociações, mas desliza. Pode perder velocidade aqui, ganhar ali, mas não é interrompido pelas dúvidas, não permite a entrada de terceiros, tem a consistência das coisas íntegras, duráveis. O amor, amor mesmo, é uma sorte que se honra, uma escolha em que se aposta diariamente, o amor é algo que nasce e frutifica.

Já uma história de amor é, como diz o termo, uma invenção. Algo para ser contado ao analista, desabafado para os amigos, uma narrativa chorosa e trágica, um acontecimento beirando o folclórico, um material bruto pedindo para ser transformado em obra de arte. Toda história de amor está impregnada de obstáculos que lhe conferem um status de ficção.

Amor proibido pela família, rejeitado pela sociedade, condenado por preconceitos, amor que exige fugir de casa, pegar em armas, trocar de identidade: virou história de amor. Perde-se um tempo enorme roteirizando o dia seguinte. Se fosse amor, simplesmente amor, o dia seguinte amanheceria pronto.

Amor que coleciona mais brigas que beijos, mais discussões que declarações, mais rendições que entrega: virou história de amor. Pode subir aos palcos, transformar-se em filme, faturar na bilheteria: tem enredo. Mas não tem continuidade. Sai de cartaz rapidinho.

Amor que sobrevive à distância, que se mantém através de cartas e telefonemas (permita-me a nostalgia, sobreviver pelo whattsapp não combina com literatura), o amor sem parceria, sem corpo presente, o amor que não se pratica, que não se lubrifica, que enferruja por falta de uso: virou história de amor. Sofrido como pedem os poemas, glorificado pela vitimização, até o dia em que a ausência do outro deixa de ser um ingrediente pitoresco e você descobre que cansou de dormir sozinha.

Amor que exige insistência, persistência, paciência: virou história de amor. Se fosse amor, nada além de amor, navegaria em águas mais tranquilas, não exigiria tanto de seus protagonistas, o entendimento seria instantâneo, sem exagero de empenho, desgaste, sofrimento. Aff. Histórias de amor são fantásticas na primeira parte, tiram o ar, movimentam a vida, mas da segunda parte em diante viram teimosia dos autores, que relutam em colocar o ponto final na saga que eles próprios criaram.

Amor ou história de amor, o que se prefere?

Aventureiros, notívagos, hereges, rabugentos, sedutores, inquietos, fetichistas, insaciáveis, pecadores, estrangeiros, narcisistas, intrépidos, dramáticos, agradecemos cada verso e cada noite mal dormida que vocês deixaram de lembrança, mas um dia a gente cresce e a fantasia cede lugar à sensatez: um amor está de bom tamanho. 

18 outubro 2014

NUNCA OUVIU FALAR...

LEITE DE CONTATO?
CONTATO O QUE, SEXUAL?

´´E CLARO QUE EU ADORO CANJA...

...DESDE QUE SEJA DAS AMIGAS...

E DEPOIS DESTAS ELEIÇÕES...

VAI SER ERIGIDO ESTE
MONUMENTO
AO ELEITOR LUDIBRIADO

'ACERTOS" SONETO DE ISABEL VIEIRA


Acertos

Não vale a pena desacatos se há sol
Quando os áceres se calam por amor
E se sôfregos guardam a cor 
Que resta nas sementes de girassol. 

Não vale a pena gritar pelo Outono
Que já descai manso sobre as eiras
E no bulício das trepadeiras 
Choram as aves em abandono.

E se vozes gritarem ?não é assim!?
E pintarem esculturas de marfim
Não acredites! É pura mentira.

Embrulha-te, então, em puro linho
E sem medo segue o teu caminho
Que traçaste sozinha com tua lira.

Isabel Vieira 
30-09-2014

CARTAS LEITORES ESTADÃO 18/10



CARTAS LEITORES DO GLOBO 18/10