SEGUIDORES

20 dezembro 2014

NOSTRADAMUS PREVIU ISTO... (ISTO É INDEPENDENTE)


MEU GRANDE SONHO NA VIDA...

...ERA SER POLÍTICO OU GRANDE EXECUTIVO...SÓ NÃO SABIA
QUE PODIA ACABAR ASSIM...

VAQUINHA!...

MAS, AO QUE TUDO INDICA...

A LUZ DA VERDADE SE ACENDEU
E ESTÁ FICANDO CADA VEZ MAIS FORTE E ESPLENDOROSA.
NÃO HAVERÁ POSSIBILIDADES
DE MARCHA A RÉ OU PROCESSOS
DIVERSIONISTAS.
AMÉM.

EU ESTOU COM 86 ANOS...

...E NUNCA VI TANTO CAPACHO POLÍTICO,
TANTA CHANTAGEM, TANTA MENTIRA,
TANTA ROUBALHEIRA, TANTA DEVASSIDÃO,
TANTO CINISMO, TANTO MAU USO DO DINHEIRO PÚBLICO COMO AGORA...MEU DEUS!

BENZINHO...

...V. NÃO ACHA QUE ESTÁ NA HORA
DE V. PODAR A HERA?...

DESCULPA...

ER...EU COMI MUITO
REPOLHO ONTEM...
DESCULPA....

OBRIGADA, PRESIDENTE...

POR TER ASSINADO UM DECRETO
DO DIA NACIONAL DO MACARRÃO...
EU ADOREI.

UM SISTEMA DE LEITURA...DE UMA EGOISTA (UOL)

EU FAÇO ISTO PORQUÊ TENHO MUITOS LIVROS; 
MANIA QUE PEGUEI DE UMA PORTUGUESA, 
A DONA REDONDA...MAS AO CONTRÁRIO DELA, 
QUE OS DEVORA E EMPILHA, EU RESOLVI LER E RASGAR CADA LIVRO LIDO....ASSIM EU TEREI 
SEMPRE LIVROS NOVOS PARA LER.

O PORTO DE MARIEL EM CUBA...(E OS NOSSOS?...)


THE NEW YORK TIMES // FOLHA SP "ECCE HOMO"

The New York Times

Restauro desastroso de 'Ecce Homo' promove turismo na Espanha

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Quando uma viúva espanhola de 83 anos, pintora amadora, tentou restaurar um afresco quase centenário que retratava Jesus na igreja da sua cidade, ela acabou sendo completamente ridicularizada.
A notícia da desastrada —ainda que bem-intencionada— restauração ganhou o mundo em 2012 via redes sociais. Porém, agora, os moradores desta pequena localidade espanhola estão fazendo uma miraculosa reavaliação da artista Cecilia Giménez e de sua obra.
A tristeza se transformou em gratidão pela abençoada publicidade gratuita que fez de Borja, cidadezinha de apenas 5.000 habitantes. O acontecimento foi um ímã para milhares de turistas ávidos para conhecerem o trabalho da idosa, o que contribuiu para a ressurreição da economia local.
As vinícolas da região disputam o direito de usar a imagem em seus rótulos. A borrada representação visual de Cristo passou a ser vista como um ícone da pop art.
Giménez é homenageada todos os anos pelos moradores em 25 de agosto. Uma ópera cômica sobre o episódio está sendo preparada nos Estados Unidos. "Para mim, é uma história de fé", disse Andrew Flack, libretista da ópera, que viajou a Borja para fazer a pesquisa.
Desde que foi restaurada, a imagem já atraiu mais de 150 mil turistas de todo o mundo para o santuário de Nossa Senhora das Mercês, templo gótico do século 16. Os visitantes pagam um euro para observar o afresco, que está em uma parede descascada por trás de uma proteção transparente.
O "Ecce Homo" ("eis o homem") original da igreja era o retrato de um Jesus triste, datada da década de 1930, quando Elías García Martínez, professor de arte de Zaragoza, fez a pintura na parede da igreja.
Os moradores de Borja não costumavam dar muita bola para a obra. Mas, com o passar dos anos, Giménez começou a se incomodar ao notar que o terço inferior do afresco estava se apagando, sucumbindo à umidade da igreja.
Ao longo dos anos, com o aval do padre da paróquia e dos responsáveis pela conservação da igreja, ela repetidamente retocou o afresco. Até que foi necessária uma restauração mais profunda, a qual foi subitamente interrompida devido a queixas recebidas após a primeira etapa feita por Giménez.
O caso saiu num jornal local e aí se espalhou pelo mundo. "Fiquei arrasada", disse ela. "Diziam que uma velha louca havia destruído uma obra que valia muito dinheiro."
Hoje ela virou celebridade. Entrega prêmios numa competição para jovens artistas que fazem suas próprias versões do "Ecce Homo". A imagem criada por ela está estampada nos bilhetes da loteria municipal e foi incluída em um filme espanhol em que dois ladrões tentam roubar a obra.
"Não consigo explicar a reação", disse o prefeito de Borja, Miguel Arilla."Fui ver eu mesmo o 'Ecce Homo', e ainda não entendo."
Por causa da crise econômica dos últimos seis anos, 300 postos de trabalho foram extintos na cidade, segundo o prefeito, mas o crescimento da atividade turística permite que os restaurantes se mantenham estáveis.
O Museu da Colegiada, que tem um acervo de arte sacra e medieval e fica próximo do santuário das Mercês, viu seu número de visitantes saltar de 7.000 por ano para 70 mil.
José M. Baya, dono do restaurante La Bóveda, que fica na praça do mercado, credita a prosperidade do seu estabelecimento à arte da idosa. Seu local, instalado em uma antiga adega de pedra, atrai turistas gastadores, inclusive, segundo ele, uma equipe de cinema do Japão que pediu todos os itens do cardápio de duas páginas. 

CORRUPÇÃO LÁ EM ITAGUAÍ... (O GLOBO)

CARTAS LEITORES O GLOBO 20/12








CHICO CARUSO (O GLOBO)


 (NEM MORTA, PAPA...A CASA É REAL MADRID DESDE CRIANCINHA...)

GUILHERME FIUZA (O GLOBO)


NÃO PRECISA DIZER MAIS NADA (O GLOBO)


A SEGURANÇA DE UMA FAMÍLIA AMERICANA NOS USA

SEGURANÇA


Nossa vizinhança sofre assaltos regularmente e eu estava cheio disso.

Então desativei meu sistema de alarme, deixei de pagar o guarda noturno e dispensei a vigilância do bairro.

No jardim de casa coloquei 3 bandeiras:
uma bandeira do Afeganistão, outra do Paquistão e no meio, a bandeira negra do Estado Islâmico.

A gente agora é vigiado pela Polícia local, Federal, pela Secr. Segurança Pública, Guarda Nacional, Interpol e etc., 24h x 365 dias.

Meus filhos são seguidos quando vão à escola, minha esposa quando sai de casa, e a mim quando vou e volto do trabalho.

Ninguém mexe com a gente.


Nunca me senti tão seguro !

19 dezembro 2014

PEDIDO IGNORADO

EU PEDI UMA DENTADURA PRA PAPAI NOEL,
MAS LÁ AS COISA TÃO DURAS, JÁ É O
TERCEIRO ANO QUE PEÇO...E NECA!

WALCYR CARRASCO (ÉPOCA)

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O Natal e a mentira

É uma das datas mais hipócritas que conheço. A outra é o aniversário. Nelas, todos mentem

Reafirmo. É uma das duas datas mais responsáveis por mentiras. A outra é o aniversário, pelo qual acabo de passar. Fiz 63 anos. Nada pior do que ouvir frases consoladoras do tipo:– Poxa, mas você não parece.

Como se aparentar a própria idade fosse horrível. E daí se parecer 60, 70, 80? Deveria parecer 20? Nem com toda plástica e Botox do mundo! No máximo, ficaria com a cara paralisada e os olhos puxados, à oriental, como acontece com quem exagera em plásticas. Para quê? Para parecer alguém que não quer aparentar a idade que tem. Mas que aparenta. Deu para entender?É como se diz por aí:

– Ixi, ela está com o rosto todo trabalhado.Trabalhado quer dizer: reformado. Se pudessem, alguns plásticos ou dermatologistas passariam massa corrida e lixa industrial para garantir o resultado. Ainda não surgiu nenhum produto à altura. Ainda. Meu aniversário é próximo do Natal, portanto, em dezembro, vivo um festival de hipocrisia. Principalmente em relação a presentes. Não há nada mais difícil do que surpreender alguém com algo de que realmente goste. A não ser que a gente dê, por exemplo, um Land Rover zero. Ou um brilhante do tamanho de uma dentadura. Surpreender é difícil. Se alguém anuncia o presente desejado, também não tem graça. Como pedir: cuecas, meias, CD do Leonardo, um pacote de ração para cães para economizar nos gastos, um mês de academia. Pior, fazer cara de gentil e dizer:

– Acho ótimo você dizer o que quer, assim não erro. Natal é teste do Enem, que a gente não pode errar? As pessoas espertas confessam:– Meu maior sonho é conhecer o Caribe!Finjo que não entendo e digo:– Sabe que eu não? O Brasil tem praias tão lindas. Já foi para Santos? Em seguida, começo a falar das belezas de Santos, enquanto o outro me encara com ódio. Santos é uma cidade adorável no litoral de São Paulo, onde muitos aposentados adoram viver. Não é conhecida pela beleza das praias, digamos assim. Confesse. Nunca mentiu no Natal? Nem quando ganhou algum horror? E falou: – É exatamente o que eu precisava! O pior é quando esse horror é objeto de decoração. Quem deu, cada vez que vai em casa fica olhando para ver onde pus. Estaria atirado no fundo de algum rio, se não fosse a fiscalização. Então escondo. Cada vez que vou receber a visita, tenho de lembrar:– Onde estão aqueles dois coelhinhos de porcelana? Tenho de pôr na mesa da sala. A campainha toca, e eu ainda correndo atrás dos coelhinhos. Ser gentil não é uma arte, também pode ser um martírio.Há pessoas que simplesmente ganham o presente de Natal – isso acontece muito com amigos secretos –, agradecem e choram de emoção. Depois embrulham, botam no armário e aguardam o próximo Natal, para reciclar. Isso costuma dar tão errado que nem tenho palavras. A mãe de um amigo devolveu, dois anos depois, o perfume que a própria irmã dele tinha dado, ainda embrulhado no mesmo papel de presente. Mãe e filha acabaram aos gritos, enquanto as pessoas se esforçavam para cantar “Jingle bells”. Eu mesmo reciclei um presente, não digo quando nem onde, por discrição. Só sei que era uma bolsa linda, masculina, que o contemplado jamais compraria. Nem eu, aliás. Era cara. Sou do tipo que usa sempre o mesmo relógio, a mesma bolsa, até se desfazerem. Resolvi passar adiante. Embrulhei num lindo papel de presente, botei fitas. Na hora do amigo secreto, quando o contemplado abriu o presente emocionado... bem em cima, exatamente em cima, estava o cartão de quem me dera, endereçado a mim mesmo. Agora me expliquem: como não vi o cartão quando embrulhei? Como, como? Parece que a tal Lei de Murphy é inexorável. Quando é para dar errado, dá errado. Mas não deu. Ele ficou abismado contemplando a pasta em couro preto. Tanto como eu, contemplando o cartão. Aí meus dedos se moveram mais rápidos que as patinhas de uma aranha. Ainda não sei explicar como consegui, como ninguém viu. Empalmei o cartão e fugi para o toalete. Nem tive coragem de jogar fora. Rasguei e engoli. Na volta, o presenteado ainda chorava de emoção com minha generosidade. Chorei junto.Já me preparo para as novas mentiras, inevitáveis no Natal. Neste ano, a família quer fazer em minha casa. Vamos combinar: dar presentes é muito difícil. Uma coisa certamente ninguém espera receber: sinceridade. Se é para mentir, que venha o Natal. Já estou preparado.

ENQUETE IMPORTANTE DE ÉPOCA SOBRE AUXÍLIO RECLUSÃO

PENA QUE O GOVERNO VÁ SEMPRE, DEMAGOGICAMENTE, NA 
CONTRA-MÃO
DA OPINIÃO DAQUELES QUE PAGAM
TODOS OS IMPOSTOS.

GUILHERME FIUZA (ÉPOCA)

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A união nacional em torno do nada

Fora as dezenas de milhões de reféns dos programas assistenciais – que viram carros de som anunciar o fim do Bolsa Família se o adversário do PT ganhasse –, um grande contingente de eleitores votou em Dilma porque ela é Lula. E Lula é de esquerda, portanto é um homem bom. Seria muito mais saudável se tivessem abandonado essa premissa de jardim de infância e assumido: voto no PT porque acho que vale a pena o assalto ao Estado brasileiro para manter a estrelinha mitológica no poder. Mas o anedotário não pode parar, e veio, no discurso da vitória, a defesa da união nacional.

Dilma defendeu a união nacional sem sequer citar nominalmente Aécio Neves, um Zé Ninguém que teve 51 milhões de votos – e acabara de telefonar para ela dando parabéns pela vitória. Como se vê, um excelente começo para quem quer unir o país. Em determinado momento, ali em cima do palanque (de onde o PT nunca desceu), ela parou de falar. Durante um bom tempo, ficou muda diante do microfone, ouvindo um coro da militância. O que gritavam os petistas de tão importante? Simples: eles xingavam a TV Globo. E Dilma, líder da união nacional, emoldurou a agressão com seu silêncio.
Das duas, uma: ou o governo petista declara guerra aberta aos principais veículos de comunicação do país, ou a presidente reeleita é uma irresponsável. E cínica: como pode Sua Excelência condenar o ataque dos seus simpatizantes ao prédio da Editora Abril como uma “barbárie” e, no dia seguinte, ser complacente com uma manifestação de ódio à maior emissora de TV do país? É evidente que os aloprados socialistas que vandalizaram a editora são atiçados por seus gurus petistas – Lula à frente –, que passam a vida a demonizar a imprensa. Como pode pregar a união nacional um bando que semeia a ira contra um dos pilares da democracia?
Durante a Primavera Burra, em 2013, manifestantes indignados com os desmandos governamentais agrediam jornalistas – justamente a classe que revela os desmandos governamentais. Mensalão, petrolão, Rosemary, Lupi, Orlando, contabilidade criativa e toda a constelação de escândalos do governo popular jamais seriam conhecidos se não fosse a imprensa. O Império do Oprimido não pode mesmo gostar de jornalista – só dos comprados, que são uns doces. E os heróis da Primavera Burra, coitados, acham que fazem a revolução ao obedecer às incitações covardes de Lula e companhia contra a “mídia burguesa”. Burguesia só serve se for essa que enriquece mamando no Estado brasileiro e cultivando pobres.
Imaginando que, ainda assim, os 51 milhões de atropelados queiram atender ao apelo de Dilma Rousseff, caberia perguntar: união nacional em torno de quê? Não deve ser em torno das boquinhas e bocarras montadas na máquina pública, porque não haverá comissão para todo mundo. Então qual é o projeto, senhora presidente reeleita? Ora, não há projeto. Quando eleita em 2010, Dilma conseguiu dar posse ao primeiro governo da história que começou de mãos abanando. Sem plano algum. Ou melhor: sabe qual era o plano na ocasião, nobre eleitor? Não ria, por favor: reforma política. Soa familiar, não? Sim, pois é o plano que ela apresenta ao país agora, quatro anos depois. Como você aguenta calado tanta embromação, prezado cidadão brasileiro? De uma coisa ninguém pode duvidar: tens um estômago de ferro.
Dilma anunciou que quer fazer a reforma política para combater a corrupção – e pretende fazê-la por meio de um plebiscito. Mesmo se isso não fosse um disparate, caberia alertar à senhora presidenta: o plebiscito já aconteceu no último dia 26 de outubro, e a corrupção venceu.
União nacional em torno de quê? É o quarto mandato de um projeto de sucção que exauriu a economia brasileira e fraudou as contas públicas para esconder a farra orçamentária – com as inevitáveis e cristalinas consequências, recessão e inflação. Dilma já assumiu em 2011 para empurrar com a barriga a procissão do fisiologismo, fato que lhe rendeu de pronto o recorde de sete ministros demitidos no primeiro ano de governo.
Mas o Brasil quis 16 anos de PT. Unam-se em torno do buraco. Cuidado com a vertigem.

UM SONHO IMPOSSÍVEL...

FRED ASTAIRE E MADONNA JUNTOS:
EM ÉPOCAS DIVERSAS...

TRANSFIGURAÇÃO - ISABEL VIEIRA, uma poetisa portuguesa



Transfiguração

 Era desta forma de ser flor que eu estava à espera
No escuro da noite quando o olhar é maior do que tudo
Quando o silêncio tem a forma de receptáculo
E sopra das anteras o pólen de uma nova terra. 

 Quando eu me vi através da luz coada entre pétalas
E fiz do abandono a que me sujeitei a trave mestra
 Sons de flauta remoeram pausas em pó de argila
 E outros acordes me tangeram a alma.

Meia sombra, meia pétala, meio-tom de cor
Nas mãos do oleiro que me burilou as entranhas
E fez de mim um raio de luz que incendiou
O vazio das palavras.


09-12-2014
 Isabel Vieira 



REYNALDO AZEVEDO (REVISTA VEJA)

Sabem que importância tem o acordo entre Obama e os Irmãos Castro? Nenhuma!

Cuba é um fetiche. Datado, sim, mas ainda um fetiche. Para esquerdistas e direitistas. Que importância efetiva tem no mundo? Nenhuma! De que forma pode interferir nos destinos do Planeta ou que peso político tem no Caribe ou na América Latina? Inferior a zero. Do país, restou a memória de uma revolução que seduziu esperançosos e incautos e que terminou numa ditadura feroz, ainda capaz de arreganhar os dentes ao menos aos nativos.
A chamada Crise dos Mísseis, em 1962, reforçou o simbolismo. Kruschev, o líder soviético, mandou instalar mísseis nucleares em Cuba, em suposta resposta à decisão americana de instalar esse armamento na Turquia, na Itália e na Grã-Bretanha. Teve de sair com o rabo entre as pernas. O presidente Kennedy endureceu o jogo, e o mundo chegou bem perto de uma guerra nuclear. O líder soviético acabou retirando toda aquela estrovenga na ilha.
Se querem mais informações a respeito, assistam ao magnífico documentário “Sob a Névoa da Guerra: Onze Lições da Vida de Robert S. McNamara”, de Errol Morris, lançado em dezembro de 2003. McNamara foi o secretário de defesa dos EUA entre 1961 e 1968 e conta detalhes impressionantes daquela crise. Adiante.
Depois de uma troca de prisioneiros, o presidente Barack Obama decidiu normalizar, no limite do possível, as relações com a Cuba dos irmãos Castro. Haverá troca de embaixadores, as restrições para o envio de dinheiro à ilha diminuirão, poderá haver cooperação tecnológica etc. Ainda não é o fim do embargo, o que só pode ser decidido pelo Congresso dos EUA. Atenção: a divisão, nesse caso, não se dá entre democratas e republicanos. Nos dois partidos, há ferozes críticos dessa aproximação.
Dificilmente o embargo chegará ao fim enquanto Cuba não permitir eleições livres e enquanto o país funcionar em regime de partido único. O embargo, como já deixei claro aqui em outro texto, nada tem a ver com a penúria em que vivem os cubanos, mas fornece munição ideológica a Fidel e Raúl Castro. Se caísse amanhã, o país seguiria sendo uma fazendola de ditadores jecas.
O alarido que se faz por aí em razão desse acordo, mediado pelo papa Francisco, remete a um mundo que já não há, ainda que Cuba tenha deixado alguns maus resquícios na consciência latino-americana. Regimes excrescentes como o venezuelano, o equatoriano, o boliviano e o nicaraguense são filhos diletos do castrismo. São ditaduras mitigadas, mas ditaduras ainda assim.
Não deixa de ser curioso que o governo americano busque a aproximação com Cuba quando impõe sanções à Venezuela, que, bem, ainda não é um regime cubano, mas sonha ser. Obama logra um pequeno êxito, em meio a uma notável coleção de desastres em política externa, e os Castros conseguem uma folguinha e dão uma aparência mais civilizada à ditadura.
Só para constar: o regime comunista de Cuba, ainda em vigência, é um dos mais criminosos do planeta. Estimam-se em 100 mil os mortos de sua “revolução” — 17 mil fuzilados, e os demais, creiam, afogados, tentando deixar o país. Doze milhões de cubanos moram na ilha, mas os exilados passam de dois milhões. O regime castrista criou o primeiro campo de concentração da América Latina. O país ainda prende pessoas por delito de opinião e conserva presos políticos em suas masmorras.
Reitero: não tem mais importância nenhuma, mas restou, para os esquerdistas nada preocupados com os direitos humanos, como símbolo da luta anti-imperialista. Para os anticomunistas, como símbolo do horror de que são capazes as esquerdas quando chegam ao poder.
Assim, meus caros, deixo claro: sabem qual é o impacto que tem no mundo o acordo costurado entre Obama e os Irmãos Castro? Inferior a zero. Mas rende notícia que é uma barbaridade.
Só para não deixar passar: quem mantém relações especiais com Cuba, estes sim, são os petistas, aqui do Brasil. Afinal, a ilha recebe quase R$ 1 bilhão por mês em razão do programa “Mais Médicos”. Todo mundo sabe que o dinheiro sai. Se, depois, ele volta, não há como saber. Ditaduras não gostam de fornecer informações. E, não custa lembrar, o Brasil financiou a construção do porto de Mariel com verbas do BNDES. Quanto? A informação é considerada sigilosa.
Cuba não tem importância, mas pode servir a propósitos nem sempre transparentes dos países amigos.
Por Reinaldo Azevedo

CARTAS LEITORES ESTADÃO 19/12



OUTRA VERDADE PRA VOCÊS..


FURO DO ESTADÃO: OS NOMES AFINAL




A VITÓRIA DE FRANCISCO ( O GLOBO)